27.3.09
A Dermocosmetologia é uma sub-especialidade da Dermatologia que se interessa particularmente pelo tema das alterações cosméticas (celulite, pilosidade) e pelo envelhecimento cutâneo, quer no campo da prevenção (profilaxia) quer no do tratamento das manifestações cutâneas desenvolvidas no seu decurso. O envelhecimento da pele (e as alterações do tecido gordo subcutâneo) é resultado de uma multiplicidade de causas desde os factores genéticos até às variadas agressões internas ou externas às quais a pele está continuadamente exposta. Não obstante haver um paralelismo entre o envelhecimento da pele e o envelhecimento orgânico em geral é um facto que, no caso da pele, a exposição a agentes agressores externos, entre a qual se destaca a radiação ultravioleta (RUV) da luz solar, pode tornar o envelhecimento cutâneo bastante mais acelerado do que o envelhecimento do restante organismo de uma forma geral.
 
Este envelhecimento resulta em alteração progressiva na textura e aumento da flacidez cutânea, desenvolvimento de manchas cutâneas e de pequenos vasos sanguíneos superficiais, aparecimento de rugas visíveis permanentes quer por acção dos músculos da mímica facial quer por acção da gravidade em tecidos flácidos, absorção ou acumulação de gordura subcutânea localizada, diminuição da concentração e actividade glandular cutâneas, etc.
 
O conceito moderno na abordagem do rejuvenescimento cutâneo faz apelo às variadas técnicas de estimulação dérmica e epidérmica para restauração intrínseca da firmeza, elasticidade e luminosidade cutâneas, correcção volumétrica dos espaços e tratamento de eventuais lesões cutâneas (manchas, queratoses, pequenos vasos, etc.) e deve preceder, na esmagadora maioria dos casos, as técnicas cirúrgicas de excisão de tecido em excesso (liftings). É do conhecimento do público o pouco estético que é uma pele envelhecida, sem elasticidade e com lesões esticada entre dois pontos. O aspecto “cartonado” e baço da pele nestes casos retira o efeito de rejuvenescimento que se lhe deseja conferir.
Para se conseguir um tal objectivo é necessário recorrer a um elevado número de tecnologias, cada qual com a sua especificidade, mas praticamente todas nada ou pouco invasivas e realizadas em regime de ambulatório. Deverão estas técnicas ser, sem dúvidas, realizadas por médicos com treino específico nesta área e, entre elas contamos com inúmeros tópicos activos, materiais de preechimento cutâneo, a toxina botulínica (Botoxº), variados lasers, a radiofrequência, a carboxiterapia, a terapêutica fotodinâmica, os peelings e, sobretudo, a associação destas técnicas de uma forma ordenadamente sequencial em relação com o tipo de lesão e da área anatómica a tratar.
 

 

Dr. Miguel Trincheiras

Dermatologista

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