Recentemente fui a uma clínica de depilação e informaram-me sobre a IPL.
A fotodepilação, seja por luz intensa pulsada (IPL) ou por laser (díodo, alexandrite, Nd Yag), exige um perfeito conhecimento da fisiologia da pele e do folículo piloso porque da interacção desta energia luminosa com a melanina (pigmento cutâneo) é que vai surgir o dano térmico à região germinativa do pêlo e, assim, eliminar o seu crescimento definitivo.
Acontece que, quando a fonte de luz é disparada numa determinada zona, não só o pêlo é atingido mas também uma área de pele. Dado que o pêlo tem uma quantidade muito superior de melanina do que a pele circundante, mantendo-nos dentro de uma determinada fluência e de duração de pulso, conseguimos que este absorva mais energia e, então, podemos atingir o pêlo sem danificar a pele.
Este é designado de princípio da "fototermólise selectiva" que é válida para a depilação como no uso de tantos outros lasers para tratamento de outras estruturas.
No caso específico da depilação temos que acautelar que a pele não seja muito morena ou não esteja bronzeada recentemente para evitar uma maior absorção de energia luminosa e poder induzir uma eventual queimadura de 1º grau, que resolve mas pode dar origem a uma maior pigmentação local que tende a desaparecer ao longo de algumas semanas a meses (será porventura o que aconteceu no caso que me descreve).
Por isso mesmo é necessário conhecimento sobre a fisiologia cutânea e experiência no manuseamento da fonte de luz de forma a poder variar uma série de parâmetros em função do tom de pele, côr do pêlo, espessura do folículo, área anatómica a tratar, etc.