23.8.09

Tenho 33 anos e desde cerca dos 22 anos que tenho um queloide, que surgiu de forma espontânea, na zona do peito. Tal tendência para queloides é hereditária. Após uma intervenção cirurgica, indevida, o queloide aumentou muito. Passado alguns anos, fiz infiltrações com corticóides e usei placas de silicone, o que fez "aplanar o queloide. Todavia, ele encontra-se ainda com muito volume.
Gostaria de saber que tipo de soluções existem, se resolvem definitivamente o assunto e quais são os riscos decorrentes.
 
As reacções queloidais do organismo têm, de facto, uma predisposição individual e por vezes genética. Também sabemos que quer no caso de quelóides (salvo raras excepções) é de evitar a remoção das mesmas por via cirúrgica, uma vez que a probabilidade de reformação de uma cicatriz hipertrófica é praticamente sistemática.
Ás alternativas com infiltração de corticóides, e do uso de placas de silicone junta-se uma muito interessante que é a realização de tratamento com laser pulsado de contraste (PDL) ou, em casos mais resistentes, a eventual realização de radioterapia superficial (Rontgenterapia)

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Tivemos recentemente de férias na praia e ao meu filho de 14 anos apareceu nas costas, na zona do omoplata uma aureola branca em redor um sinal castanho já existente, e que não sofreu alterações de dimensão nem de forma.
É apenas uma questão de despigmentação causado pelo sol?

 

 

Trata-se muito provavelmente do que é designado por halo-nevo ou nevo de Sutton e trata-se de um processo de despigmentação de um "sinal" pré-existente por reacção das nossas células imunitárias com as células pigmentadas do mesmo. Este processo tende a durar algumas semanas ou meses até completa despigmentação e ulterior desaparecimento do referido "sinal". De qualquer forma é prudente consultar um dermatologista para se assegurar que se trata deste processo benigno.

link do postPor dermatologiaedermocosmetologia, às 10:03  comentar

 



Neste espaço vocacionado para a Dermatologia e a Dermocosmetologia tentarão ser dadas respostas tão esclarecedoras quanto possível a dúvidas sobre doenças de pele ou alternativas terapêuticas nesta área, sempre e quando forem objectivas e se enquadrem neste âmbito, não funcionando como ferramenta de diagnóstico ou sugestão terapêutica específica em cada caso individual que, na esmagadora maioria das situações, carecem de uma avaliação pessoal.

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Dr. Miguel Trincheiras


Licenciado em Medicina pela Universidade de Liège- Bélgica.
Especialista em Dermatologia e Venereologia pelos Hospitais Civis de Lisboa (H. Desterro) com o título de Assistente Graduado, tendo sido director do Serviço de Dermatologia do Hospital Reynaldo dos Santos até 2006.
Membro de várias sociedades nacionais e internacionais de Dermatologia e Dermocosmetologia.
Dedica actualmente a sua actividade clínica, no regime de medicina privada, em grande parte à Dermatologia Cirúrgica, Lasers e Dermocosmetologia entre Lisboa e em Espanha.



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