20.5.09
Desde sempre que tenho uma vermelhidão à volta do nariz (como se andasse sempre constipada), e que ultimamente alastrou às maçãs do rosto. Nos ultimos tempos também, e sem que haja alguma causa aparente, a minha pele tornou-se muito oleosa.
Consultei um dermatologista, que me aconselhou a iniciar um tratamento com Isotretinoína 10 mg. Advertiu-me da proibição de apanhar sol durante cerca de 1 ano e ingerir gorduras.
Estou disposta a fazer sacrifícios para que o tratamento resulte.
Acontece que, depois de comprar os comprimidos, ler o folheto e falar com o farmacêutico estou muito receosa.
Será este medicamento demasiado "agressivo"? Porque sinceramente prefiro continuar com a vermelhidão do que sujeitar-me a todos os efeitos secundários graves.  

 

 

Antes de tudo, gostaria de esclarecer que os profissionais de saúde habilitados para fazer uma avaliação correcta de uma patologia cutânea e saber qual a terapêutica mais indicada para determinada fase de uma dermatose são os dermatologistas e todos os comentários avulso que possam surgir por parte de outras pessoas, devem ser tomados com todas as reservas.

 

Posta esta ressalva penso que o seu caso deve corresponder a um quadro de rosácea eventualmente em fase inflamatória e cujo tratamento, na minha opinião também, poderá passar pela toma de isotretinoína em baixa dose, acompanhada de cuidados locais específicos, para garantir uma mais rápida e sustentada melhoria.

É um facto que a bula da isotretinoína menciona toda uma panóplia de eventuais efeitos secundários, como qualquer outra medicação, que são relativamente pouco frequentes com excepção da secura cutânea que tendem a desencadear e que é facilamente compensada com cremes hidratantes e sticks labiais. Relativamente à exposição solar penso que terá entendido mal pois esta medicação não é fototóxica ou fotosensibilizante mas apenas reduz a espessura da epiderme penetrando mais a radiação solar e podendo queimar com mais facilidade, pelo que deverá ser feita uma protecção solar eficaz. Outra da situações a ser acautelada no sexo feminino é a gravidez pois a medicação pode ter um efeito teratogénico (induzir malformações no feto), mas que deixam de constituir qualquer risco após 1 a 2 meses de suspensão do fármaco.

Penso pois que poderá fazer a medicação sem qualquer receio e que, qualquer questão ou dúvida que lhe surja, contacte com o seu médico dermatologista que terá todo o gosto em esclarecê-la, estou seguro.

link do postPor dermatologiaedermocosmetologia, às 18:22  comentar

 



Neste espaço vocacionado para a Dermatologia e a Dermocosmetologia tentarão ser dadas respostas tão esclarecedoras quanto possível a dúvidas sobre doenças de pele ou alternativas terapêuticas nesta área, sempre e quando forem objectivas e se enquadrem neste âmbito, não funcionando como ferramenta de diagnóstico ou sugestão terapêutica específica em cada caso individual que, na esmagadora maioria das situações, carecem de uma avaliação pessoal.

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Dr. Miguel Trincheiras


Licenciado em Medicina pela Universidade de Liège- Bélgica.
Especialista em Dermatologia e Venereologia pelos Hospitais Civis de Lisboa (H. Desterro) com o título de Assistente Graduado, tendo sido director do Serviço de Dermatologia do Hospital Reynaldo dos Santos até 2006.
Membro de várias sociedades nacionais e internacionais de Dermatologia e Dermocosmetologia.
Dedica actualmente a sua actividade clínica, no regime de medicina privada, em grande parte à Dermatologia Cirúrgica, Lasers e Dermocosmetologia entre Lisboa e em Espanha.



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